Água mole em pedra dura...

2007-03-04

PIN

Interesse nacional ou o saque de Portugal
Por Miguel Sousa Tavares

"Os portugueses não gostam de Portugal. Os portugueses gostam deles, não
gostam do país que têm. Destroem-no de tal maneira que não podem gostar de
Portugal. E eu não gosto das pessoas que não gostam do país que têm"
António Barreto, 'Público', 25.02.07

Fiz as contas e cheguei à triste conclusão de que há pelo menos 25 anos
que me dedico a escrever textos tentando denunciar os sucessivos atentados
à paisagem e ao património natural deste país. E daqui extraio duas outras
conclusões: uma, a de que estou a envelhecer mais depressa do que
esperava; e outra, ainda mais deprimente, a de que esta é uma causa que só
tem passado - não tem presente e, menos ainda futuro. Se há causa perdida
em Portugal é a que ainda tenta pôr um travão e um mínimo de bom-senso (já
nem falo de amor ao país, como António Barreto...) a esta continuada
devastação da terra portuguesa. Sei que já não adianta dizer nada, mas vou
insistir, mais uma vez.

Toda essa bela gente que tem a faculdade de decidir do que é público
costuma encher a boca com um palavrão politicamente correcto e bem-soante:
crescimento sustentado. Isso é o que eles anunciam - nos programas de
Governo, nos preâmbulos das leis e nos discursos de circunstância. O que
fazem é exacta e conscientemente o contrário.

Crescimento sustentado, como o seu nome indica, significa, no caso, que
não pode haver construção ou actividades permitidas que não tenham
capacidade de sustentação local nos recursos naturais ou fornecidos pelo
homem. E isso faz-se com estudos e, a seguir, com planos. Nós temos
planos, de facto: muitos, às vezes demasiados, quase sempre em revisão. Só
que os nossos planos são intencionalmente pouco claros, são elaborados com
intenções ocultas e com batota (é a própria entidade que quer promover os
empreendimentos que faz o estudo de impacte ambiental, por exemplo) e,
sobretudo, uma vez feitos, logo aparecem leis a abrir excepções. Um mau
Plano de Ordenamento Territorial é melhor do que plano algum; mas um plano
que consente excepções às regras, a definir casuisticamente, é um queijo
suíço cujo resultado final é vedar aos pequenos e pobres e consentir aos
grandes e ricos, com influências políticas para vencer ou dinheiro para
corromper, se necessário.

Com o Governo presidido pelo eng.º José Sócrates (que, nunca é demais
recordá-lo, já foi ministro do Ambiente, embora agora assobie para o ar,
fingindo não ver o que se passa), foi inventada a 'solução final' para
acabar de vez com qualquer resquício de planeamento territorial e adoptar
livremente o fartar vilanagem, que tantas fortunas instantâneas, tantos
comendadores de mérito e tantos generosos contribuintes dos partidos tem
dado ao país. São os chamados 'Projectos PIN' (PIN significa ironicamente
Projecto de Interesse Nacional). E o que é um 'Projecto PIN', em matéria
imobiliária? É aquele através do qual alguém que pretende construir em
zona vedada à construção apresenta um projecto megalómano, invariavelmente
definido como 'amigo do ambiente' e cheio de 'zonas verdes' que são campos
de golfe, prometendo ainda criar uns milhares de postos de trabalho (sem
distinguir, obviamente, aqueles que se referem à construção e os que
sobrarão no final, e sem dizer igualmente que os ditos postos de trabalho
não serão preenchidos por portugueses, que preferem a segurança do
subsídio de desemprego, mas sim por brasileiros, angolanos, romenos,
marroquinos ou ucranianos). Munido deste 'ambicioso' plano e destas
excelentes intenções, o 'empresário' bate à porta do dr. Basílio Horta,
presidente da API, que o recebe entusiasticamente, classifica o seu
projecto de PIN e o remete para o dr. Manuel Pinho, ministro da Economia,
que logo aprova a classificação de PIN, sem sequer se incomodar a ouvir a
opinião do eng.º Nunes Correia - um fulano que dá pela alcunha de ministro
do Ambiente e que anda muito ocupado a tentar evitar que o mar chegue a um
restaurante nas dunas da Costa de Caparica, enquanto que, e graças à sua
colaborante distracção, milhares de metros de construção se preparam para
chegar às dunas de muitas outras praias.

Dos cerca de vinte projectos PIN já aprovados assim, mais de metade
referem-se a empreendimentos turísticos e todos eles, sem excepção, vão
ser instalados em zonas onde, de acordo com os tais planos, a construção
está vedada: Reserva Agrícola, Reserva Ecológica, Rede Natura 2000.
Imaginem só o negócio fabuloso: terrenos que são comprados por tuta e
meia, porque não podem ser urbanizados, e que, depois, graças à milagrosa
chancela PIN, são urbanizados e comercializados a preços justificados por
«slogans» do tipo "venha viver numa Reserva Natural!". Um só negócio
destes, e um tipo não precisa de fazer mais nada a vida toda - e ainda
acaba condecorado por servir o 'interesse nacional!' Não sei se já
repararam, mas desde que os PIN estão em vigor, nunca mais se ouviu um
protesto nem um lamento dos autarcas do Algarve, do litoral alentejano ou
das margens de Alqueva, e dos empreendedores imobiliários turísticos.

Resta - além da destruição irreversível da paisagem natural, que é de
todos ou devia ser, a tal questão chata do 'crescimento sustentável'.
Ninguém sabe se haverá água, energia, estradas, estacionamento, capacidade
nas praias, poluição nos solos, capacidade de resposta de serviços
públicos e camarários, depois de tudo o que vai sendo aprovado alegremente
estar construído. Peguemos nos golfes, por exemplo, que sempre acompanham
obrigatoriamente qualquer projecto turístico aprovado. Mais uma vez
esclareço que não tenho nada contra os golfes - pelo contrário, acho um
desporto saudável, útil e interessante e reconheço sem esforço que pode
ser uma mais-valia para o país. Simplesmente, um campo de golfe só é verde
à vista. Para o manter assim verde, é utilizada uma quantidade imensa de
químicos e pesticidas - o que faz com que, em qualquer país civilizado,
não sejam autorizados em zona de reserva agrícola e, menos ainda, de
reserva ecológica, onde iriam contaminar os veios de água. Mas um campo de
golfe de 18 buracos é também um grande gastador de água: gasta diariamente
o mesmo que uma população de 8.000 pessoas. Ora, só no Algarve, há trinta
campos em funcionamento e mais quarenta já aprovados, o que implica um
consumo equivalente a mais de meio milhão de pessoas. Como se sabe, porém,
o Algarve vive ciclicamente com problemas de abastecimento de água,
levando os autarcas a reclamar a construção sucessiva de mais barragens -
o que também não é inócuo e tem consequências, por exemplo, ao nível do
desaparecimento da areia das praias (a Natureza é chata, não é?). Para
obviar a isto e poder continuar a aprovar mais golfes em todo o lado,
juraram, há anos, que todos os campos seriam regados apenas com águas
residuais, reutilizadas. Juraram, mas não cumpriram, porque sai mais
barato e é mais prático não cumprir. Apenas um dos trinta golfes do
Algarve, o dos Salgados, é regado assim: os outros vão à rede pública e
esperam pelas barragens.

Apenas uma conclusão final: o que este Governo está a fazer com a sua
política de turismo e ordenamento do território não é apenas a aposta
definitiva num turismo de massas, em prejuízo de um turismo de qualidade -
em cuja promoção gastamos anualmente rios de dinheiros públicos. Está
também a criar problemas sérios para o futuro, muito para lá do futuro que
tem que ver com as próximas eleições. Não haverá para aí ninguém que
também queira organizar uma conferência sobre esta verdade inconveniente?

2007-03-01

Pela sua saúde, vá passear!
É possível que esteja a ler este texto em frente ao mar. Porquê? Porque será que nos sentimos tão bem mirando o horizonte, no topo de uma montanha ou na praia? Porque gostamos tanto de piqueniques? Porque será tão especial passear numa floresta, ouvir as aves cantar ou apreciar as flores?
E será que aquele “vazio” que tantos sentem nas suas vidas não será apenas a falta desta ligação com os ritmos, cores e sons naturais? Todos sabemos que o contacto com a natureza aumenta o nosso bem-estar, faz-nos sentir bem… afinal, todos precisamos de “espairecer” de vez em quando, não?
Os cientistas já conseguiram provar este efeito curador da Natureza, a nível físico e mental. E até lhe deram um nome: biofilia. Comprovaram que uma simples janela para “olhar” o verde permite que os doentes se curem mais rápido ou que os trabalhadores sejam mais produtivos. O contacto com os animais, por exemplo, diminui a pressão arterial e o colesterol, reduz o stress e a sensação de dor. O governo britânico ficou convencido e investiu recentemente numa campanha para que se passe mais tempo em espaços verdes, numa estratégia para reduzir os custos com o sector da saúde. Por isso não estranhe que um dia destes um médico lhe receite um gato ou meia hora no jardim…
Ainda ontem perguntava qual o segredo da juventude a alguém que me disse que tinha feito 45 anos e parece que tem apenas 30… respondeu-me que passa todos os fins-de-semana a trabalhar na quinta, recarregando energias em contacto com a terra. Uma amiga minha descrevia a sua experiência de escuteira: “a cada caminhada sentia-me bem, apenas com uma mochila as costas pelo monte fora, sentindo a natureza e tudo o que ela nos dá, que podemos ter de graça e teimamos em estragar… sentia-me livre, e quando chegava ao topo da montanha sentia-me em casa como se fosse possível até mesmo voar…”.
Num inquérito realizado em 2004 pelo Observer perguntaram o que gostariam as pessoas de ter à volta de sua casa. Cerca de 86% disseram mais “natureza” (jardins, campo, mar e praia) e apenas 8% optaram por mais equipamentos desportivos. Todos os promotores imobiliários sabem isto e por isso metem sempre o verde nas suas maquetas e a natureza nos slogans publicitários.
Por outro lado a indústria do turismo é a que mais cresce a nível mundial, destacando-se o ecoturismo, ou turismo de natureza, com taxas de crescimento de 20% ao ano. Só amantes da observação de aves são cerca de 80 milhões. Por isso é que a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) estão a promover, em conjunto, uma central de reservas para grupos de turistas que queiram visitar explorações agrícolas onde as condições ambientais permitam a observação de aves. No programa de ecoturismo dos Amigos do Mindelo já participaram centenas de pessoas, de todas as idades, tamanhos e feitios.
Já estão a ver onde eu quero chegar, não? A conclusão é simples. A Reserva Ornitológica de Mindelo, se protegida, pode transformar-se numa fonte de saúde para os Vilacondenses e uma verdadeira galinha dos ovos de ouro, em especial para os proprietários. Isto se não tentarem matar a galinha, claro. Mesmo hoje em dia, com todo o lixo que por lá anda e sem nenhuma estrutura de apoio, são às dezenas as pessoas que encontro a correr, fazer ginástica ou fotografia de natureza ou apenas apreciar a paisagem. Uma simples prova de orientação juntou 600 pessoas na Reserva! O potencial está todo lá. Só falta a visão e a vontade política. Falta cumprir as promessas que se arrastam eternamente.
Por isso, caro Eng. Mário de Almeida, se está tão preocupado com a saúde dos Vilacondenses, não pense só nas urgências. Invista na prevenção. Na saúde e não na doença. É com todo o carinho e preocupação por si que digo: vá passear! E inspire-se em qualquer uma das áreas protegidas que já existem em tantos sítios, muitos dos quais sem metade do encanto que tem a ROM. E, já agora, leve o Ministro da Saúde consigo.
Pedro Macedo, Amigos do Mindelo
pedro.macedo@amigosdomindelo.pt
PS. Quer vir passear connosco e experimentar por si próprio o poder curador da Natureza? O próximo programa de ecoturismo é já no dia 17 de Março: iremos partir à descoberta da paisagem e da cultura de Aboim. Trata-se de uma tradicional povoação de montanha no Concelho de Fafe, um autêntico miradouro para as serras da Cabreira, do Marão, do Gerês, para a Albufeira do Ermal e para o vale da ribeira de Linhares. Pode encontrar mais informações em http://ecoturimindelo.blogspot.com. O passeio é gratuito e dispensa receita médica.

2007-02-27

Caminho Português de Santiago

Aqui estamos nós já regressados da nossa magnífica peregrinação. Correu tudo muito bem. Adoramos os albergues e o sossego e conforto que neles se vivia, adoramos os tasquinhos onde saciamos a nossa fome e descansamos as nossas pernas, adoramos a singularidade de cada etapa e, mesmo a de Porriño, a mim, não me pareceu assim tão má, pois ia à espera de muito pior e, afinal de contas, não passaria apenas de uma etapa curta. Há que também viver o mau para se poder apreciar melhor o bom. Adorei ter brincado com a bicharada toda no caminho, ter sentido as aves, sobretudo as pequeninas, os gatos emboscados nas ervas, ter feito picnic nas campas tão profusamente floridas dos cemitérios... Ainda agora, fecho os olhos e ouço a música do vento a brincar nas folhas das árvores; os ribeiros a cantarem, lestinhos, por entre as pedras; a chuva, ora suave ora intensamente, a cair sobre a natureza, criando vida, permitindo a intensidade daquele verde tão relaxante que caracteriza a Galiza. Adorei as pessoas que se cruzavam connosco e serei sempre grata pela força que nos davam quando nos desejavam Bom Caminho.
E, sobretudo, adorei a liberdade de não possuir nada, de poder levar às costas todos os meus pertençes, de não ter horas nem preocupações, de não precisar de mais nada na vida do que de um sorriso de alento, o olhar meigo do meu marido, o companheirismo de todos e um bom prato de caldo galego à noite. Adorei acordar sempre antes do dia nascer e a singularidade de cada amanhecer.
Chegamos a Santiago a meio da tarde. Os 23 km finais não me custaram absolutamente nada. Era como se tivesse kilometragem zero, um alento novo. À medida que nos aproximavamos de Santiago, ia sentindo um aperto, pois aproximava-se tb o fim. Confesso que, apesar de ter tido um ataque súbito de desânimo ao 5º dia, nunca duvidei que conseguisse chegar à catedral, assim como também suspeitava que a chegada, não se revestiria da pompa e circunstância que tinha imaginado quando ainda em casa, antes de me fazer ao caminho.
Quando cheguei à catedral apenas senti a serenidade de um sonho cumprido e a imensa, imensa gratidão por tudo o que vivi. No dia seguinte, foi durante a missa, naquela catedral tão antiga, que toda a experiência da peregrinação pesou sobre mim, não propriamente quando ouvi falar nos 5 portugueses saídos de Valença (o que é uma grande honra), mas sobretudo, quando ouvi mencionar toda a gente que estava a fazer o caminho, sobretudo os que tinham chegado saídos de Roncesvalles, e me veio à ideia a motivação que me levou ali, bem como o modo como Deus tem falado comigo ao longo de todos estes anos e, sobretudo, naqueles últimos dias. A homilia foi especialmente tocante, porque se falou no dar : tempo, amor, sorrisos, amizade ... e um peregrino Norte-americano a quem o padre pediu umas palavrinhas, falou na libertação do materialismo e do egoismo que caracterizam a nossa era. A partir daí a minha mente voou e voou ainda mais alto aquando do vôo do Botafumero, da música do orgão de tubos e da voz angélica da freirinha cantora.
Contudo, acho que, no fundo, é o próprio caminho, e a fé que nos impele, que mexe connosco, é o contacto com a natureza, o companheirismo, a simplicidade e o despojamento total do material, são os momento de reflexão e o esforço por melhorar os meus muitos defeitos...Agora sim, acho que finalmente compreendo o que me disseram: não passes pelo caminho, deixa que o caminho passe por ti. Q eu saiba tirar proveito desta nova força que despertou em mim. Suseia!

Pong

2007-02-15

A caminho de Santiago de Compostela

Caros leitores/simpatizantes deste blog:

Encontro-me em peregrinação a Santiago de Compostela.

Bom Carnaval para todos!

Ping e pong

2007-02-11

Varzim!Varzim!Varzim!Varzim!Varzim!Varzim!Varzim!

VarzimVarzimVarzimVarzimVarzimVarzimVarzimVarzimVarzim
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2007-02-10

Mal da cabeça

"O mal dos portugueses não está no atraso, na pobreza, na iliteracia ou em qualquer falha remediável e normal. O mal dos portugueses está em que manifestamente não regulam bem da cabeça. E contra isso não há nada a fazer."
VPV, PÚBLICO, 10-2-2007

2007-02-02

Associação Nacional de Professores vai criar observatório de avaliação do Governo

Ah Ah... os Profs a mexerem-se!

Ping

Ópus vs PS e Maçonaria - Lutas de Poder

O caso BCP_BPI mostra bem a luta de poder de um banco Opus e um governo socialista-maçon!

A autorização para os os espanhóis da La Caixa Catalã adquirir 30 % do BPI impede a OPA do banco da Opus.

E nós distraídos com o aborto!

NÃO

No âmbito do referendo sobre a liberalização da I.V.G., muito sucintamente, digo NÂO pelas razões subejamente conhecidas que os adeptos do Não subscrevem. Mas, porque esta questão terá um impacto bem práctico na vida dos Portugueses, sobretudo dos mais desfavorecidos, há ainda um argumento que pesa muito na minha decisão.
As mulheres que abortam fazem-no normalmente porque aquela criança não daria jeito naquela altura ou porque não daria jeito ficar ligada para sempre àquele pai (porque todas as outras razões verdadeiramente de peso já estão previstas na lei).
No decurso da minha actividade profissional têm passado por mim vários casos dramáticos de crianças que ou ficaram aleijadas por estarem demasiado tempo à espera de uma operação que chegou tarde de mais ou sobrevivem com uma baixissima qualidade de vida ...; tenho testemunhado casos oncológicos que se vão complicando porque precisam de intervenção imediata, para ontem, e, no entanto, esbarram-se na lentidão do serviço público de saúde.
José Sócrates diz que se o Sim ganhar, a IVG será comparticipada...
Num país em que o serviço nacional de saúde funciona mal, e está "pelas costuras" e, fora dele, a medicina é uma negócio, não me parece sensato sobrecarregá-lo ainda mais incluindo tal prática no serviço público de saúde. Afinal, a maior parte das pessoas que a ele acorrem (e que não têm a possibilidade de ir fomentar o negócio da medicina privada), fazem-no por questões reais de saúde e muitas vezes caso de vida ou morte, e não por uma questão de dar jeito ou não.

Pong

2007-02-01

Manuel Pinho e o vinho

M. Pinho entusiasma-se demais... e com um copito entra no hiperespaço político!

Mas só diz verdades! Inconvenientes certamente...!

Baixos salários... obviamente! Estes liberais são execráveis!

Ping

2007-01-31

O 31 de Janeiro de 1891

" Revolta de cariz popular, efectivada por sargentos e cabos, fruto da acção motivadora da Liga Patriótica do Norte, foi desencadeada no Porto na madrugada de 31 de Janeiro de 1891. Suscitada originariamente pelo ultimato inglês, foi de inspiração republicana. O seu malogro deveu-se sobretudo à inexistência de um programa de acção política, à oposição dos oficiais e à rápida intervenção da Guarda Municipal. Contudo, seria um aviso às forças vigentes e patenteava a angústia em que vivia e a procura de novas soluções."

em "Da reconciliação à queda da monarquia", Maria Cândida Proença e António Pedro Manique

2007-01-29

Aula de Química

Química: Dissolução vs Solução.



Qual é a diferença entre uma dissolução e uma solução?

Uma dissolução seria meter um político num tanque de ácido
para que se
dissolva.

Uma solução seria metê-los a todos.

2007-01-28

Volver Penelope


21 Questões sobre Novo Aeroporto de Lisboa e a Rede Ferroviária de Alta Velocidade

Citando Luís Maria Gonçalves:


Ex.mo Senhor Ministro das Obras Públicas,

Transportes e Comunicações

No passado mês de Maio, enviei uma mensagem electrónica a V. Ex.cia e uma outra a S. Ex.cia o Primeiro Ministro, solicitando um esclarecimento ao processo de decisão da localização do Novo Aeroporto de Lisboa.

Passado pouco mais de mês, recebi de ambas as partes ofícios informando-me que teria sido dada a devida atenção à minha mensagem e que as minhas considerações estariam a ser objecto de análise.

No entanto, não tendo desde então recebido qualquer esclarecimento, prossegui a análise dos vários estudos e documentos disponibilizados pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (ou por entidades por ele tuteladas), referentes aos processos do Novo Aeroporto de Lisboa e da Rede Ferroviária de Alta Velocidade, verificando a existência de algumas questões para as quais continuei a não encontrar resposta.

No dia 17 de Novembro, enviei um novo pedido de esclarecimento do qual voltei a não obter qualquer resposta.

Nesse sentido, venho novamente por este meio, como cidadão e contribuinte, solicitar a V. Ex.cia que providencie as respostas às seguintes questões, as quais me parecem legítimas e pertinentes:

1 - Porque é que o estudo elaborado pela ANA em 1994 (que identifica a Base Aérea do Montijo como a melhor localização para o novo aeroporto e que classifica a Ota como a pior e mais cara opção) não se encontra disponível no site da NAER?

2 - Porque é que o estudo elaborado pela Aeroports de Paris em 1999 (que recomenda a localização do NAL no Rio Frio e que classifica a Ota como pior opção) não justifica o facto de não ter sido sequer considerada a opção recomendada no estudo anterior?

3 - Porque é que todos os estudos e documentos disponibilizados, elaborados entre 1999 e 2005, incluindo o "Plano Director de Desenvolvimento do Aeroporto", tiveram como premissa a localização na Ota, considerada nessa altura como a pior e mais cara opção?

4 - Porque é que o documento apresentado como suporte da decisão de localização na Ota é apenas um "Estudo Preliminar de Impacto Ambiental", no qual questões determinantes para a localização de um aeroporto (operações aéreas, acessibilidades, impacto na economia) foram tratadas de um modo superficial, ou não foram sequer afloradas?

5 - Porque é que na ficha técnica do atrás referido "Estudo Preliminar de Impacto Ambiental" não constam especialistas nas áreas da aeronáutica e dos transportes?

6 - Porque é que o "Estudo Preliminar de Impacto Ambiental" para o aeroporto na Ota usou os dados dos Censos de 1991 para calcular o impacto do ruído das aeronaves sobre a população, quando existiam dados de 2001 e uma das freguesias mais afectadas (Carregado) mais do que duplicou a sua população desde 1991?

7 - Em que documento é que são comparados objectivamente (com outras hipóteses de localização) os impactos económicos e ambientais associados à opção da Ota (desafectação de 517 hectares de Reserva Ecológica Nacional; abate de cerca de 5000 sobreiros; movimentação de 50 milhões de m3 de terra; "encanamento" de uma bacia de 1000 hectares a montante do aeroporto; impermeabilização de uma enorme zona húmida; necessidade de expropriar 1270 hectares)?

8 - Em que documento é que se encontra identificada a coincidência do enfiamento de uma das pistas da Ota com o parque de Aveiras da Companhia Logística de Combustíveis (a apenas 8 Km) e avaliadas as consequência de um possível desastre económico e ecológico decorrentes de desastre com uma aeronave?

9 - Em que documento é que se encontra a avaliação do impacto da deslocalização do aeroporto no turismo e na economia da cidade e da Área Metropolitana de Lisboa?

10 - Em que documento é que se encontra a avaliação do impacto urbanístico decorrente da deslocalização do aeroporto para um local a 45 km do centro da capital?

11 - Em que documento é que se encontra a avaliação do impacto da deslocalização dos empregos e serviços decorrente da mudança do aeroporto para a Ota?

12 - Em que documento é que se encontra equacionado o cenário da necessidade de construir um outro aeroporto daqui a 40 anos, quando o Aeroporto da Ota se encontrar saturado?

13 - Que medidas estão previstas para existir uma tributação especial das enormes mais-valias que terão os proprietários dos terrenos envolventes à zona do aeroporto (e não afectados pelas expropriações) que até ao momento estão classificados como Reserva Ecológica Nacional ou Reserva Agrícola Nacional e passarão a ser terrenos urbanizáveis?

14 - Em que documento se encontra a explicação para ter sido considerada preferível uma localização para o novo aeroporto que "roubará" mercado ao Aeroporto Sá Carneiro em detrimento de captar o mercado de Extremadura espanhola?

15 - Porque é que a localização na Base Aérea do Montijo não foi sequer considerada, quando apresenta inúmeras vantagens (14 Km ao centro da cidade, posição central na Área Metropolitana, facilmente articulável com o TGV, possibilidade de ligações fluviais, urbanisticamente controlável)?

16 - Qual é a explicação para que a articulação entre as duas infra-estruturas construídas de raiz (Aeroporto da Ota e Linha de Alta Velocidade Lisboa-Porto) obrigue a um transbordo de passageiros numa estação a 2 Km da aerogare?

17 - Porque é que se optou por uma localização para o aeroporto que implicará um traçado da Rede de Alta Velocidade com duas entradas distintas em Lisboa, cada uma delas avaliada num valor da ordem de mil milhões de euros (percurso Lisboa/Carregado e Terceira Travessia do Tejo), quando um aeroporto localizado na margem Sul funcionaria perfeitamente só com a nova ponte?

18 - Qual é o valor do sobre-custo do traçado da Linha de Alta Velocidade Lisboa-Porto na margem direita do Tejo, por oposição ao traçado pela margem esquerda, fazendo a travessia na zona de Santarém?

19 - Porque é que a ligação ao Porto de Sines será construída em bitola ibérica, quando bastava que o traçado da linha Lisboa-Madrid passasse a Sul da Serra de Monfurado (um aumento de apenas 8 Km) para que fosse viável a construção de um ramal de AV para Sines (e posteriormente para o Algarve) a partir de um nó a localizar em Santa Susana (concelho de Alcácer do Sal)?

20 - Na análise custo-benefício do investimento da Linha de Alta Velocidade Lisboa-Porto foi considerada a concorrência do Alfa Pendular (na actual Linha do Norte), o facto de o traçado não permitir o transporte de mercadorias e a necessidade de mudança de transporte para percorrer a distância das estações intermédias aos centro das respectivas cidades (Leiria, Coimbra, Aveiro)?

21 - Por último, em que relatório se encontra a recomendação da Ota como melhor localização para o novo aeroporto por comparação com as outras alternativas possíveis (Rio Frio, Base Aérea do Montijo, Campo de Tiro de Alcochete, Poceirão)?

Antecipadamente grato pela disponibilidade de V. Ex.cia para responder a estas 21 questões, subscrevo-me com os meus melhores cumprimentos,

Luís Maria Gonçalves, arqº

2007-01-25

Como se coloca um supositório?

1- Com a zona cónica no sentido do esfíncter anal...
ou
2- Com a zona cónica no sentido oposto do esfíncter anal?

2007-01-19

Petição contra Tubarões

Assunto: Petição contra as taxas do MULTIBANCO





É urgente agir contra as taxas de Multibanco que vêm aí



Só para fazer levantamentos no Multibanco vão passar a cobrar-nos 1,50 EUR (300 escudos na moeda antiga), apesar dos lucros exorbitantes que as entidades bancárias continuam a ter. Só no ano passado foram cerca de 40%



Temos que voltar a usar cheques e obrigar os bancos a contratarem mais pessoal para os balcões e entregar os nossos cartões. É só uma questão de hábito. Dantes não havia e a vida funcionava na mesma, não era?



Hoje em dia existem payshops em toda a parte, para as ditas despesas que ainda pagamos através de Multibanco.



Quem quiser, assine em LETRAS BEM GORDAS e reencaminhe para o maior número de pessoas.



Assina a petição contra as taxas de Multibanco e passa a informação para os teus contactos:



http://www.PetitionOnline.com/bancatms/



Exerce o teu direito à INDIGNAÇÂO



Este é um assunto que interessa a quase todos nós.



Assina também!





Eu já assinei...



 

2007-01-10

O gás de NY!

Dizem os teóricos da conspiração de que este gás foi um teste a um próximo ataque Al Qaeda-CIA em NY!

Será verdade ?

Hehe!

República Socialista de Venezuela

"¡Que se recupere la propiedad sobre los medios estratégicos de producción!" H. Chavez


Não sendo de "esquerda" ou de "direita", julgo que esta ideia de Chavez é feliz.

Então a posse dos recursos estratégicos de uma País deve estar entregue a empresas estrangeiras, cujo o objectivo é enriquecer os accionistas, que por sua vez já são ricos!


"Vayan a buscar los libros de Marx y Lenin, y la Biblia" H. Chavez

Olha, ao menos lê alguma coisa, não é como alguns que só citam outros ou não lêem nada! E que mal tem ler a Bíblia ?


"Los pueblos del mundo, poco a poco se suman cada vez más a ese vocablo: no más al imperialismo"

E não é verdade!? Não estamos fartos deste imperialismo americano, da cara do Bush e da defumada??


"... poner fin a la autonomía del Banco Central y adecuarla al "socialismo a la venezolana". "El Banco Central no debe ser autónomo, ésa es la tesis neoliberal" H. Chavez


E não foi o actual presidente da FED que disse uma vez que nunca mais voltaria a acontecer o crash bolsista em NY e a estratégia era fazer mais dinheiro e lançá-lo de helicopetro? E eram notas de $100!

Banco Nacional ao serviço da comunidade!


"¿Juran ante Dios, ante nuestro pueblo, ante el Dios de vuestros padres, ante la Patria toda, no dar descanso a sus brazos ni reposo a sus almas en la construcción de la vía venezolana hacia el socialismo?" H. Chavez

Se fosse cá, o Sócrates e o Cavaco estariam no inferno!





2007-01-08

O Eixo do Mal - os resistentes

A Jangada de Pedra

Mensagem


A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos lembrando

O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado;
A mão sustenta em que se apóia o rosto.

Fita, com olhar esfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal.

***

O mito é o nada que é tudo
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo

Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou

Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade.
E a fecundá-la decorre
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.

F.P.